Conecte-se

14/11/2016


“Estamos todos conectados”. Esse é o lema que a nossa geração brada aos quatro ventos. Mas será que estamos conectados mesmo? Parece papo chatão, coisa de vó, de mãe que vive falando “larga esse celular, criatura! ”. Mas de uns tempos pra cá, eu realmente comecei a pensar de verdade sobre isso.
Ando pelas ruas e percebo: a maioria das pessoas nem olha por onde está caminhando, apenas segue seu caminho habitual e digita freneticamente na tela do celular. Na faculdade, a galera joga futebol no espertofone, sendo que na vida real as pernas nem sabem mais o que é chutar uma bola. Viajei pra Aparecida do Norte e na hora que estávamos rezando o terço, uma senhora parou pra checar o Facebook. Gente, o que está acontecendo? Estamos dando close errado!
Vocês já pararam pra pensar na ironia envolvida no fato de que a tecnologia aproxima quem está longe e afasta quem está perto? (essa frase genial não é minha, é de alguma outra pessoa que não vou lembrar o nome agora #sorry).
É muito mais fácil, confortável e tranquilo assistir vídeos toscos do Facebook, fazer testes malucos no BuzzFeed, ver uma série no Netflix e passar o dia todo fingindo que está trabalhando quando na verdade está acompanhando aquele barraco no grupo da família no Whatsapp. Mas e a sua vida, como é que fica? Quando você não tem assunto com alguém pessoalmente e só sabe se corresponder com ela por meio de emojis, gifs e vídeos engraçados, tem alguma coisa MUITO ERRADA acontecendo.
Ó, vou dar uma de Mãe Diná e fazer uma previsão aqui: daqui a alguns anos, muitos velhinhos (que hoje são jovens) estarão se perguntando por que raios preferiram fazer um snap ao invés de aproveitar a companhia daquele amigo querido que infelizmente já passou dessa pra melhor. Por qual razão decidiram que seria mais útil assistir vídeo de gente se banhando em amoeba ao invés de aprender a falar francês. Em que merda de aplicativo da moda estavam mexendo ao invés de sair pra caminhar e admirar o céu azul. Basicamente, em qual tecnologia estavam fissurados ao invés de estar aproveitando momentos e a companhia de pessoas especiais.
Sou blogueira? Sim. Trabalho com internet? Sim. Levo isso muito a sério? Sim. Mas isso não significa que não tenho limites e outras prioridades. Tipo brincar com meu cachorro, procurar um estágio e aprender a cozinhar. Em outras palavras: amo internet, mas não sou escrava dela.
Tenta se conectar off-line, miga. Sério mesmo, é possível. Presta atenção no sabor da comida, dá um abraço nos seus familiares, bota a cara no sol. Porque o tempo não volta. A vida não é um vídeo do YouTube, que você pode clicar em “assistir mais tarde”. Sua vida está acontecendo agora e não vai ter replay.
O que você vai fazer em relação à isso?
Beijos,
           Duane.
logoblog

4 comentários:

  1. ah, adorei esse texto! a gente precisa MUITO de um tempinho offline pra nos conectarmos com nos msms

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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  2. Adorei a reflexão... ultimamente eu era conectada para tudo, mas vi que estava perdendo um bom tempo! Agora internet é só para meu blog e para estudo (faço pós a distancia).

    Bjinhos,
    ❥ AmigaDelicada.com.br

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    Respostas
    1. Que bom que você conseguiu equilibrar as coisas :)
      Obrigada pelo comentário :3

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