A grande sabedoria de Denise


Não sei vocês, mas eu tenho tinha sérios problemas quando se trata de conversar com pessoas novas. Fico ficava meio travada, sei lá.
Há algum tempo consegui dar um grande passo: ser simpática. Mano, é sério. Eu ficava tão tensa que não conseguia nem dar um sorrisinho. Acontece que o simples fato de você dar aquele sorriso amistoso já desanuvia o ambiente. Essa foi uma importante lição que aprendi e fico muito feliz de ter conseguido aplicá-la na minha vida.
O problema da conversa, porém, continuava lá, insistentemente batendo na minha porta. Sempre que eu me deparava com uma pessoa desconhecida era a mesma coisa. Parecia que eu estava repetindo padrões (e estava): olhava a pessoa, sorria, dizia “bom dia/boa tarde/boa noite” e em seguida ficava no ar aquele silêncio constrangedor. Até que eu conheci a Denise.
Lá estava eu, esperando minha mãe, sozinha, na porta da faculdade (cagando de medo porque, como vocês sabem, fui assaltada nesse mesmo local ano passado). Aí me aparece uma gata garota, que sorri e diz “vou sentar aqui, melhor do que ficar lá dentro, aí a gente fica junta e uma protege a outra, não fica sozinha” (olha a Denise nos dando uma grande lição de sororidade, pessoal!). Eu respondi com um aceno de cabeça e um sorriso, ao mesmo tempo em que pensava “minha filha, cê tá loka, né?”. Aí ela me olhou como se eu estivesse com algum problema e falou “senta aqui do meu lado”. Sentei. E não é que a menina disparou a falar? Descobri que de menina ela só tem a cara mesmo: é casada, tem uma filha de alguns meses e fortes princípios feministas.
Naqueles 20 minutos, que passaram voando, finalmente entendi que não adianta apenas sorrir: se você quer que as outras pessoas sejam mais amistosas e legais, seja você mesma uma pessoa amistosa e legal. Não espere dos outros, vá lá e faça.
Esse é o tipo de coisa que a gente sempre escuta por aí, mas é muito difícil de verdadeiramente assimilar. Nem todo mundo é como a Denise. Tem gente que nem ao menos se dá o trabalho de sorrir. Tem gente que não gosta de “papo furado”. Só que essas “conversinhas fiadas” têm o poder de deixar nosso dia-a-dia mais leve e feliz, e cabe a nós dar o primeiro passo. Por um mundo melhor, desejo que todas nós sejamos um pouco mais como a Denise!

Beijos,

            Duane.

2 comentários:

  1. Oi, oi Duane!
    Ri bastante com a sua história. Mas acho que realmente não teria coragem de fazer como a Denise, sou meio introvertida mesmo então só fico nos sorriso kkkkk
    Amei o post!
    Beijos!
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    Respostas
    1. HAHAHAH ficar no sorriso é melhor do que ficar de cara fechada!
      Fico feliz que tenha gostado, muito obrigada ♥

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