O que eu achei da série Girlboss


Lembra que eu coloquei #GirlBoss, da Sophia Amoruso, na minha wishlist de livros pra 2017? E que eu li e fiz resenha aqui no blog? Pois é, nessa resenha falei que em abril seria lançada a série inspirada na história dele, então aproveitei meu mês grátis de Netflix pra assistir e contar o que achei.


Girlboss é uma série de comédia vagamente inspirada na história de como Sophia Amoruso construiu (e ruiu) o império Nasty Gal (loja de roupas vintage) do zero. Acho bem importante frisar que quando digo “vagamente”, é vagamente MESMO. No começo de todos os episódios aparece um aviso dizendo que “o que se segue é uma interpretação livre dos fatos reais. Bem livre”. Pelo que percebi, cada episódio traz no máximo umas três coisas que realmente são contadas no livro da Sophia, que claramente separou a sua vida pessoal da vida pessoal da personagem (tanto que, na série, o sobrenome da Sophia é Marlowe, e não Amoruso). No livro, poucas pessoas são citadas, e na série, as pessoas citadas são fictícias. Ou seja: ela quis proteger a privacidade não só dela, mas também dos seus amigos e da sua família. Deu super certo. Os fatos reais mostrados são os que realmente importam e a maioria dos personagens é bem amorzinho, mesmo com seus defeitos.


A série, ao contrário do livro, foca mais na vida pessoal da Sophia do que em coisas administrativas. Claro, o pano de fundo é a criação da Nasty Gal, mas deu pra ver que o foco de verdade são os laços criados nesse processo e as lições de vida que a personagem principal aprende. Personagem essa que pode te irritar um pouco, já que é bem cuzona. Esse é outro negócio que torna essa série incrível: ao contrário do que a mídia americana fez ao contar a história da Sophia, Girboss mostra que a vida não é um conto de fadas. As pessoas são falhas e coisas dão errado. E tudo bem!


Tive um um sentimento de nostalgia enorme, já que a série se passa nos anos 2000. O figurino (lembra de quando era cool mostrar o umbigo, não a costela?), as menções à vida da Britney Spears e a tecnologia (alô, aqui quem fala é o Nokia tijolão) fazem com que você fique imerso num tempo onde a internet estava apenas começando (acho que ainda está, mas ok). E o que dizer da trilha sonora? Tudo que posso dizer é: “I come crashing” vai ficar na sua cabeça. Aposto.

MELHOR CENA!
Por último, preciso falar do que, ao meu ver, é o mais tudo de bom dessa série: o #GirlPower. Sim, tem muito, mas MUITO #GirlPower em Girlboss. Sabe o que eu achei mais da hora? Eles fazem piadas com o feminismo, tiram uma onda do movimento. E eles fazem isso de um jeito muito bacana (o que só reforça que a zoeira não vai acabar se a gente começar a ter respeito e empatia uns pelos outros).

Melhor piadinha feminista EVER (tem uma mulher gritando no fundo e um homem branco dizendo "eu sou o problema).
Os episódios são curtos (têm, em média, 25 minutos), perfeitos pra assistir rapidinho. Tá esperando o quê? Corre lá e depois me conta por inbox no @claramenteinsana se gostou ;)


Extra pra você que leu o post até aqui: sabe quem tá na série? O RuPaul, de RuPaul's Drag Race. Corre ver!

Beijos,
          Duane.

6 comentários:

  1. Eu engoli a série em dois dias. E também gostei disso que fizeram contra o que a mídia mostra sempre, que pra se chegar até o topo, a gente tropeça muitas vezes pelos degraus. Eu AMEI as menções de Britney, a série já me ganhou aí, hahaha! Vi muita gente falando que a série tem mais mimimi do que girl power e eu discordo totalmente. Só vi a Sophia super feminista, mesmo sendo empresária e dona de um negócio de moda, sabe? Totalmente ao contrário do que a gente vê por aí. Eu achei ela foda demais! Nessa hora da encenação do movimento eu não tinha entendido, só entendi agora que você mostrou o gif de novo, hahahahaha! Em falar em RuPaul, preciso assistir RuPaul's Drag Race!!!
    Beijos!

    www.likeparadise.com.br

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    1. Eu também! É viciante HAHAH. Com certeza. HAHAHAH imaginei ♥ Siiiim! Ela super serve de exemplo de empreendedorismo feminino. HAHAHAH é por isso que eu falei que são a melhores piadinhas feministas, não ofendem e são demais HAHAH. Somos duas o/
      Obrigada, Thami ♥

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  2. Eu ainda não assisti, mas vi tantas resenhas negativas que é até um alívio ver a sua! Como não li o livro, não farei comparações ao assistir (o que acho que é algo que pode me fazer gostar mais da série tb). Recomendo que você leia a resenha do blog Fashionismo :)

    Um beijo! ♥
    www.daniquedisse.com.br

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    1. Dani, eu também vi várias resenhas negativas e concordo com algumas, mas decidi ver o lado bom da série e gostar dela. Como foi falado na resenha, a Sophia realmente é cuzona e certas atitudes dela, como roubar e tratar mal pessoas que estão sempre ao lado, não são nem um pouco dignas de louvor. Acho que o importante é pegar o que pode ser aprendido dessa história, sabe? A Sophia não é e nunca foi santa, e o mundo dos negócios está cheio de gente como ela. O legal é se divertir com a série, se inspirar a empreender novas jornadas e saber que ser uma garota não deveria ser algo ruim ;)
      Obrigada, Dani ♥
      PS: Acabei de ler a resenha e concordo com tudo, mas, mesmo assim, continuo gostando da série porque, como falei, o mundo não é perfeito, infelizmente HAHAH. Beijos!

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  3. A minha resenha sobre essa série acabou de sair lá no blog e, bom, ela tá completamente diferente da sua hahahaha eu não consegui aproveitar todas as coisas boas da série porque peguei um ranço enorme da Sophia, tanto que quase desisti de assistir. No post eu falo que gostei de toda a série, menos da protagonista, rs.
    Mas, mesmo assim, adorei ler o seu post! <3

    Beijos ♡
    misinwonderland.blogspot.com

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    1. HAHAHAH podemos concordar em discordar HAHAH.
      Obrigada, Mis ♥

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