Precisa ser caro?


Cresci ao redor de pessoas com dois pensamentos muito distintos. O primeiro dizia que marca e status importavam. O segundo dizia que essas duas coisas são desnecessárias. Acabei concordando com o segundo.
Sempre achei meio bizarra essa preocupação que tanta gente tem de usar produtos conceituados. Tudo bem que eu tinha um pouco de dificuldade em não gastar aquele dinheirinho que supostamente deveria ficar guardado até o fim do ano no meu porquinho, mas, mesmo assim, eu dava valor naquilo e descobri um certo prazer em encontrar produtos desconhecidos/baratinhos que funcionavam.
Conforme fui crescendo, comecei a ver que meus amigos e colegas também se deparavam com a questão “tem que ser caro?”. E muitos deles respondiam que sim, enquanto eu ia justamente pela direção contrária. Não foi fácil, principalmente porque na adolescência tudo que a gente quer é impressionar e fazer parte do grupo (nem que pra isso seja preciso estourar o limite do cartão de crédito dos pais – coisa que eu nunca fiz, graças a Deus).
Na minha noção de mundo, acredito que muitas pessoas acabam se escorando em marcas pra construir um personagem respeitado pela sociedade. Sabe como é, um lance meio “as patricinhas de Beverly Hills” ou qualquer coisa do tipo. Mas será que as nossas coisas precisam mesmo ser caras? Será que vale a pena gastar uma grana alta em roupas de grife, maquiagens conceituadas e sapatos de marca só pra se aparecer, principalmente pros outros? Pra mim, não. Não consigo aplicar na minha vida e nem quero.
É legal sim, ter alguma coisa de marca, não nego. Porque você dá muito, mas muito valor naquilo. Você sabe o quanto foi difícil de conquistar e o quanto custou. Também não estou dizendo pra você se tornar um mão-de-vaca, nem pra se privar de tudo. Só acho importante saber diferenciar o que você quer do que você precisa. No fim das contas, é muito mais divertido encontrar uma peça em oferta que serve em você e que você queria há tempos do que simplesmente passar o cartão pra comprar uma coisa que te dá o poder ridículo de esnobar os outros.
Beijos,

          Duane.

4 comentários:

  1. Também cresci com esses dois pensamentos distintos ao meu redor, kkk.
    Vou te contar que em relação a dinheiro eu sou bem controladora, por isso, a melhor sensação pra mim é como você disse, encontrar uma peça em oferta que me serve, ou aquele momento em que consigo um desconto arrasador com o vendedor, haha.
    Depois que me formei em moda em entendi por que as roupas de marca são mais caras, mais conceituadas, por que a todo um estudo por trás da peça em questão, ao contrário das peças mais baratas da China ou das fast fashions brasileiras. Então, quando compro algo de marca, eu não faço isso por ostentação, mas pra mim é como se eu estivesse comprando arte, um item que foi estudado e teve uma história antes de ser produzido.
    Gostei muito do seu post.
    Beijo, www.apenasleiteepimenta.com.br

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    1. É comum, né? HAHAH.
      Com certeza, melhor coisa!
      Que legal, Leslie. Até entendo isso, porque faço Administração e tal, mas pra mim é uma coisa, nem você disse, de apreciar as poucas coisas caras que tenho HAHAH.
      Obrigada ♥

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  2. Miga, tu ia pirar se conhecesse a minha mãe. Ela não consegue ver o que compra pela forma/cheiro/beleza, SÓ PELA MARCA. Chega a doer em mim o quanto ela consegue gastar numa calça jeans, sério. E eu sou totalmente o oposto, guardo praticamente tudo o que eu ganho e só gasto quando realmente quero muito ou sinto que preciso, ou quando o assunto é comida hahahaa

    Beijos <3
    misinwonderland.blogspot.com

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    1. Também tenho pessoas na família que são assim, é uma escolha pessoal, né? Então a gente fica por aqui achando absurdo, mas já que o dinheiro não é nosso, não podemos fazer nada.
      HAHAHAH somos duas, com comida não tem jeito HAHAH.
      Obrigada, migs ♥

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