Você se recusa a aprender?


Será que você está se recusando a aprender? Se alguém tivesse me perguntado isso alguns meses atrás, eu teria rido, porque não faria o menor sentido. Eu ainda não havia compreendido uma coisa muito importante.
Ao longo da vida, coisas acontecem. Normal, né? Só que nem todas essas coisas são boas, o que acaba criando uma enorme bagagem emocional. Essa soma de experiências pode acabar nos fazendo muito mal, caso não seja trabalhada da maneira correta. É óbvio que quando digo “maneira correta”, não pretendo fixar nenhuma fórmula milagrosa ou te culpar por agir de determinado modo. 
Cada caso é um caso, mas é inegável o fato de que muitas vezes não sabemos muito bem como lidar com nossas bagagens.
Algumas pessoas (e eu me incluo nessa), decidem percorrer o caminho mais fácil: ignorar o problema. É quase como se a gente estivesse colocando nossas malinhas cheias de dor, ressentimento e frustração dentro de um guarda-volumes pra nunca mais voltar. Só que do nada, quando menos se espera, o dono do negócio liga pra avisar que não cabe mais nada lá. Caso ele seja aberto, tudo vai cair na nossa cara.
E é bem assim que acontece! Quando o problema é ignorado, parece que na hora tudo se resolve, mas vai por mim, isso não é verdadeiro. Qualquer coisa se transforma em gatilho, o que acaba sendo extremamente perigoso. Uma música, um toque, uma palavra pode ser fatal, tanto pra você quanto pra quem estiver ao seu lado. 
Nessas de fingir que está tudo bem, tudo pode ficar mal, pior do que já estava.
Se recusar a aprender é comum e acontece por diversos motivos. Além de evitar a dor imediata, faz com que a pessoa se prenda a algo que talvez a remeta a coisas boas. Quer um exemplo? Fulaninha namorou com Fulaninho em meados de 2000 e bolinha. O namoro não deu certo, então ela decidiu superar e seguir em frente. Acontece que todo ano ela lembra do ex e se pergunta se aquilo poderia ter dado certo, só pra logo em seguida chamar no chat, conversar e perceber que não, não poderia. Ano que vem ela tenta de novo, provavelmente depois de dispensar um cara perfeitamente normal depois de uma simples discussão e pensar “ah, mas o Fulaninho nunca iria fazer uma coisa dessas”.
Fulaninha está se prendendo ao “e se”, baseada em coisas boas do passado. Ao invés de agradecer pelo que viveu e seguir em frente, ela se apega às lembranças e as transforma em um porto seguro. Esse porto é uma certeza em meio a dúvidas. Nada é tão certo quanto algo que já aconteceu (ou pior – aconteceu só na nossa cabeça). 
Resultado: ela romantiza o que passou, não dá valor no agora e impede a construção de um futuro melhor.
Na minha opinião, toda essa confusão se resume a um mal da nossa geração: medo de sentimentos. Sim, eu sei, é bizarro, porém real e não se aplica apenas aos nossos relacionamentos, mas também a diferentes fases da vida, como empregos e situações. Quem nunca se pegou pensando que antigamente era melhor, não é mesmo?
A questão é que no fim das contas a gente precisa encarar o que se passa dentro das nossas mentes e corações. Parece brega, mas é necessário e muitas vezes doloroso (por que você acha que fugi disso por tanto tempo?). 
A bagagem faz parte das nossas histórias. Ela não deve ser ignorada. Tudo que vivemos nos ensinou algo, agregou valor em nossas vidas.
E eu acho que finalmente aprendi. Tanto que estou escrevendo esse texto ouvindo uma música que costumava evitar por me fazer lembrar de determinados momentos. Porque esses momentos me fizeram ser quem eu sou, mas ainda há muito a ser vivido.

E você, aprende com o que viveu?
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Beijos,

            Duane.

6 comentários:

  1. OI SHERLOCK

    é uma verdade, viu. Acho que eu as vezes me incluo muito nesse lance de não querer aprender. É difícil sair da zona de conforto e desistir de procrastinar. É muito confortável e aconchegante. Mas criar asas e voar desse cenário traz uma sensação que vai ser trezentas vezes melhor!
    Dia apos dia a gente tenta se policiar e eu to nessa, confesso.

    beijo
    www.beinghellz.com.br

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    1. Nossa, MUITO difícil! Mas a gente tem que tentar, né? Com certeza <3
      A gente vai conseguir, migs, confio na gente.
      Obrigada ♥

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  2. Olá
    Eu super concordo que um dos maiores mal da nossa geração é o medo de aceitar os sentimentos. Temos medo de viver eles. Porque fomos ensinados a não deixar ninguém nos machucar, e ai nos fechamos dentro de nós. Eu costumo dizer que eu só fui aprender muitas coisas depois de dar murro em ponta de faca. Eu já acumulei muita coisa, tipo pôr uma pedra em cima, sabe? Mas um dia as pedras caiem, meu bem.

    Vidas em Preto e Branco

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    1. É bem isso! Caem mesmo.
      Muito obrigada pelo comentário, Lari ♥

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  3. Eu simplesmente amei ♥ E é isso cara, é muito ruim quando a gente vai deixando tudo no nosso depósito emocional e não lida de fato com a coisa, digo por experiência própria, a gente explode muitas vezes pelo caminho o que é desastroso não só pra vc quando pra todo mundo que vê a cena... digo por experiência própria...

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    1. Que bom, mana <3 Sim, é muito melhor encarar a situação e aprender com ela, né?
      Obrigada, Marcelle ♥

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